Ventos chegaram a 332 km/h durante tornado no Paraná, estima Simepar

  • 15/08/2026
(Foto: Reprodução)
Simepar confirma tornado com ventos acima de 250 km/h em Piraí do Sul O tornado que passou no dia 8 de agosto (sábado) em Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná, foi classificado na Escala Fujita como F3, por ter rajadas de vento estimadas entre 253 km/h e 332 km/h. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Segundo o órgão, a análise integrada de inspeções de campo, imagens de radar e aerofotogrametria por drone confirmou uma trajetória contínua de destruição de pelo menos 17,3 km ao longo da zona rural de Piraí do Sul, passando por localidades como Jararaca, Fundão e Boa Vista. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp "A formação da supercélula que originou o tornado teve como “combustível” a presença de ar quente e úmido vindo do Norte do Brasil devido à atuação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai. O deslocamento de uma frente fria pelo Sul do país intensificou a umidade, e o cisalhamento do vento, ou seja, aumento e/ou mudança de direção do vento em relação à altura, entre a tarde e o início da noite do dia 8 de agosto favoreceu a formação de tempestades organizadas no Oeste, Centro Sul e Campos Gerais, com ambiente favorável para ocorrência do tornado". Este foi o 10º tornado registrado no Paraná em 2026. Saiba mais abaixo. O fenômeno arrancou árvores pela raiz e destruiu casas de moradores da área rural. Produtores rurais ainda registraram prejuízos em barracões, granjas e locais destinados à criação de animais. RELEMBRE: Agricultor chamou a atenção pela tranquilidade ao filmar tornado: 'Se apavorar é pior' Voluntário que ajudou vítimas de tornado e Rio Bonito do Iguaçu perdeu a própria casa para o mesmo fenômeno nove meses depois, em Piraí do Sul De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 500 pessoas foram afetadas e uma ficou ferida. No mesmo dia, outras cidades do estado tiveram estragos registrados em larga escala devido a tempestades. Tornado destruiu casas em Piraí do Sul Edson de Oliveira e RPC LEIA TAMBÉM: Veja vídeo: Pedras de granizo do tamanho de bolas de tênis atingem o Paraná e deixam quintal parecendo coberto de neve; temporais provocaram estragos 2 toneladas de ingredientes: Feijoada gigante é feita no Paraná com apoio de escavadeira hidráulica e caminhão-pipa Do calor da Bahia ao frio do Paraná: Cachorrinha desenvolve bronquite asmática após mudança e aprende a ‘pedir’ bombinha de inalação 📊 Escala Fujita Tornado deixou rastro de destruição em Piraí do Sul, no Paraná, em 08/08/2026 Prefeitura Municipal Existem duas formas principais de classificar tornados: a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF). No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados — quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno. Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Veja abaixo: Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves; Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados; Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis; Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos; Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores; Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema. 🌪️Tornados no Paraná Agricultor filmou, a poucos metros de distância, tornado em Piraí do Sul Edson de Oliveira Em 2026 o Paraná já registrou 10 tornados, até meados de agosto. Veja onde e quando: Janeiro: um F1 em Mercedes e um F2 em São José dos Pinhais e Piraquara; Fevereiro: um F0 em Foz do Iguaçu; Junho: foram 6 tornados em três dias. O mais forte foi um F2 em Reserva; Nova Cantu, Turvo, Laranjeiras do Sul e Inácio Martins tiveram F1 e Cruz Machado teve um sem classificação; Agosto: um F3 em Piraí do Sul. Como foi feita a classificação do tornado em Piraí do Sul Trajeto do tornado de Piraí do Sul Simepar O Simepar explica que a reconstrução da trajetória do tornado e a estimativa da intensidade dos ventos foram feitas através da análise integrada de vistorias de campo, imagens de radar meteorológico e levantamentos realizados com drone, em um esforço conjunto entre o Simepar e a Defesa Civil do estado do Paraná. "Imagens enviadas pela população, feitas no momento da passagem do fenômeno, ajudaram a compreender a formação, intensificação, deslocamento, interação com a superfície e dissipação do tornado. Os vídeos e visitas à campo também foram importantes para compreender a movimentação de detritos, deformação da vegetação e deslocamento de objetos". A estimativa da intensidade dos ventos foi realizada com base nos critérios da Escala Fujita, considerando as características e a severidade dos danos observados em campo, como por exemplo colapso estrutural severo de edificações de alvenaria, madeira, e até mesmo uma torre de transmissão de energia elétrica. "As análises permitiram observar que pedaços de madeira, fragmentos de telhas cerâmicas e galhos de araucárias foram arremessados com força suficiente para penetrar o solo e incrustar em troncos de árvores. Araucárias e outras árvores de grande porte tiveram seus troncos decepados em meia altura, áreas de pastagem ficaram com ranhuras e houve remoção localizada da cobertura vegetal e da camada superficial do solo associada à ação dos ventos intensos". O órgão finaliza explicando que a classificação representa uma estimativa da intensidade máxima do tornado com base nos danos observados, e não uma medição direta da velocidade dos ventos. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/08/15/ventos-chegaram-a-332-kmh-durante-tornado-no-parana-segundo-simepar.ghtml


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