Técnico de enfermagem condenado por abusar de pacientes no Paraná terá que pagar quase R$ 500 mil por danos morais
30/05/2026
(Foto: Reprodução) Técnico de enfermagem é condenado a pagar quase R$ 500 mil por danos morais
O técnico de enfermagem Wesley da Silva Ferreira, condenado por abusar sexualmente de pacientes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba, terá que pagar quase R$ 500 mil por danos morais coletivos. A decisão foi tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), após recurso apresentado pelo Ministério Público.
Wesley está preso desde outubro de 2024. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, procurou a defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Wesley foi condenado anteriormente a mais de 44 anos de prisão em regime fechado pelos crimes cometidos contra pacientes sedados. A sentença também determinou o pagamento de indenização individual equivalente a 50 salários mínimos para cada uma das seis vítimas identificadas no processo.
No entanto, a condenação por danos morais coletivos havia sido negada em primeira instância. O Ministério Público recorreu da decisão e teve o pedido acolhido por unanimidade pelos desembargadores.
À polícia, técnico de enermagem disse ter cometido abuso contra pelo menos cinco vítima
Reprodução
Segundo o MP, os crimes ultrapassaram os danos causados às vítimas e atingiram a confiança da população no sistema de saúde. Por isso, a Justiça entendeu que também houve prejuízo coletivo.
O valor da indenização será destinado a um fundo público voltado à reparação de danos coletivos. Os recursos poderão ser utilizados em ações como aquisição de equipamentos de segurança para hospitais, capacitação de equipes e programas de acolhimento a vítimas de violência.
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Relembre o caso
Wesley da Silva Ferreira, técnico de enfermagem
Reprodução/RPC
Wesley da Silva Ferreira foi denunciado pelo Ministério Público por uma série de crimes cometidos contra pacientes internados em unidades de saúde de Curitiba. Entre as acusações estão estupro de vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, perigo de contágio de moléstia grave, lesão corporal grave pela transmissão de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), além de produção e armazenamento de conteúdo pornográfico infantil.
Durante as investigações, o técnico de enfermagem confessou à Polícia Civil ter abusado de pacientes sedados e afirmou que registrava os atos em vídeos e fotografias armazenados em seu celular. Segundo ele, os abusos aconteciam na sala de estabilização da UPA, setor destinado a pacientes em estado grave.
A denúncia relata crimes cometidos entre novembro de 2023 e outubro de 2024 contra seis vítimas. O Ministério Público também apontou como vítima um ex-companheiro de Wesley, que teria contraído HIV sem saber que o técnico era portador do vírus.
O caso veio à tona após o então companheiro do acusado encontrar vídeos dos abusos no celular dele e procurar a polícia. Durante as investigações, também foram localizadas imagens registradas quando Wesley trabalhava em outro hospital da capital.
Na casa do técnico, os investigadores encontraram medicamentos desviados de unidades de saúde, incluindo substâncias de uso controlado.
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