Justiça aceita denúncia, e vereadora de Curitiba vira ré por xenofobia contra colega nascida no Ceará

  • 12/08/2026
(Foto: Reprodução)
Vereadora de Curitiba manda colega ‘voltar para o Ceará’ A vereadora de Curitiba Tathiana Guzella (PL) virou ré pelo crime de discriminação/preconceito de procedência nacional. A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra a parlamentar, acusada de xenofobia contra a colega de Câmara Vanda de Assis (PT). ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O caso aconteceu durante uma sessão da Câmara Municipal, no dia 5 de agosto, enquanto os vereadores discutiam a criação de uma Política de Cadastro Municipal de Pessoas em Situação de Rua. Na ocasião, Guzella questionou a vereadora Vanda, natural de Campos Sales (CE), "por que ela não volta para o Ceará". Confira a transcrição: Tathiana Guzella: Vereadora, você é de Campos Sales, no Ceará? Vanda de Assis: Eu sou de Campos Sales, no Ceará. Tathiana Guzella: Se a senhora gosta tanto de elogiar o PT, a atuação do PT, dos partidos correlatos ao PT. Por que a senhora não volta para o Ceará? Por que a senhora veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui. A vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) virou alvo de uma representação de notícia-crime no MPF Reprodução/Câmara Municipal de Curitiba Após Tathiana Guzella questionar a colega, a vereadora Vanda de Assis apontou a fala como xenofóbica. O vereador Leonidas Dias (Podemos), que presidia a sessão, interrompeu a palavra de Tathiana Guzella e desligou o microfone dela, destacando que ela poderia, posteriormente, continuar a manifestação. Guzella tem dez dias para apresentar defesa. Em nota, ela afirmou que teve a fala interrompida e negou ter sido xenofóbica. Disse ainda que vai se manifestar no processo depois que for formalmente notificada. Vanda classificou a declaração como xenofóbica e afirmou que a prática é crime. "Essa prática de dizer: 'Por que você não volta para a sua cidade? Por que você veio para cá?' é xenofobia, e xenofobia é crime, vereadora. E a senhora será representada por isso", afirmou. Os pedidos feitos pelo Ministério Público, como a condenação de Tathiana Guzella e o pagamento de indenizações por danos morais individual e coletivo, ainda serão analisados no decorrer do processo. Nesta etapa, a Justiça acatou a denúncia, determinou a citação da vereadora para apresentar defesa e deu início à ação penal. Justiça aceita denúncia e vereadora de Curitiba vira ré por crime de xenofobia O que entende o Ministério Público Na concepção do Ministério Público, as declarações tiveram a intenção de ofender, humilhar e menosprezar não apenas a vítima, mas também a população cearense de forma geral. Além da condenação, o MP solicitou também que Guzella pague 20 salários mínimos, cerca de R$ 32.420, à vítima, por danos morais. O órgão solicita também uma indenização por dano moral coletivo no valor de 40 salários mínimos, aproximadamente R$ 64.840, destinada ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Funddeppir). Além disso, o Ministério Público sustenta que não cabem medidas como Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) ou suspensão condicional do processo. LEIA TAMBÉM: Sem previsão de liberação: Caminhoneiro brasileiro preso em nevasca na Argentina relata falta de comida Apreensão: Estudante de medicina no Paraguai é flagrado com 1.300 ampolas de tirzepatida em fiscalização Investigação: PF prende foragido por esquema de adulteração de combustíveis para lavagem de dinheiro do crime organizado em postos de Curitiba Câmara investiga internamente Vereadora Vanda de Assis (PT) e vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) Câmara Municipal de Curitiba Após o episódio, a Câmara Municipal de Curitiba recebeu ao menos cinco representações relacionadas ao caso. Quatro delas são em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) e uma em face da vereadora Vanda de Assis (PT). "Nos termos do Regimento Interno da Câmara Municipal de Curitiba, as representações serão submetidas à análise de admissibilidade pela Mesa Diretora, etapa destinada exclusivamente à verificação do cumprimento dos requisitos formais para seu processamento, sem qualquer apreciação do mérito". "Caso estejam atendidos os requisitos procedimentais, as representações serão encaminhadas à Corregedoria, órgão competente para conduzir a instrução dos procedimentos e adotar as providências cabíveis. Em razão de as representações envolverem a corregedora da Casa, vereadora Delegada Tathiana Guzella, eventual instrução dos processos ficará sob a responsabilidade do primeiro-vice-corregedor, vereador Olímpio Araujo Junior (PL), conforme prevê o Regimento Interno", detalhou a Câmara Municipal. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/08/12/justica-aceita-denuncia-vereadora-curitiba-xenofobia.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 10

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes